terça-feira, 8 de junho de 2010

XO TIME

Com o objetivo de promover uma atividade extra-escolar e atingir alunos de escolas privadas que possuíam seus próprios laptops, eu e minha colega Julia R. criamos o XO time.


Nossa idéia foi enviar dicas e desafios para serem resolvidos com o XO, semanalmente, através  do jornal local.
Para envolver as crianças no mundo da leitura e da fantasia, nós criamos um personagem chamado XO Kazubwenge que supostamente enviava as atividades para os alunos. O XO kazubwenge também possuía amigos em Ruanda que estavam disponíveis nos sábados para ajudar as crianças com dúvidas.  

Nós começamos com desafios usando o Turtle Art e o Scratch. Todos os desafios estão disponíveis em wiki.laptop.org/go/XO_Time








XO time foi uma parceria com o jornal local de Ruanda (Newtimes), o qual nos ofereceu gratuitamente uma página semanal na folha da criança e também com o Bourbon Café , que nos ofereceu gratuitamente um espaço (uma sala de reuniões) para receber as crianças todos os Sábados, no turno da tarde.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Parceria com a ONG chamada International Educational Exchange






A ONG International Educational Exchange começou a atuar em Ruanda com o objetivo de formar professores para o ensino de inglês, em função da mudança da língua de ensino do Francês para o Inglês.
Tendo em vista que a abordagem de trabalho da ONG era construtivista e centrada no aluno, vimos que o laptop poderia ajudar na desenvolvimento da fluência em inglês.
A idéia era que eles utilizassem o laptop para o desenvolvimento de suas propostas para o ensino de inglês. Nós da OLPC promovemos uma formação sobre o laptop para os seus formadores.
O planejamento do ensino de inglês utilizando o laptop pode ser encontrado em  Planejamento de inglês com o XO laptop


Uma das idéias da OLPC é que o laptop seja uma plataforma para diferentes oportunidades escolares e principalmente extra-escolares. A parceria com diferentes ONGs é um dos nossos objetivos para sustentabilidade do projeto em Ruanda. 

Abertura da OLPCorps e inauguração do centro para laptops e aprendizagem em Rwanda


Na oportunidade da abertura da OLPCorps (8 de julho de 2009), David Cavallo inaugurou o Centro para Laptops e Aprendizagem em Ruanda
Estavam presentes o presidente de Ruanda, o presidente da ONG OLPC, o ministro de educação de Ruanda, coordenadores do projeto OLPC no Uruguai, Paraguai, Haiti, Camarões, etc, membros da OLPCorps, além de professores e a alunos de escolas de Ruanda demonstrando seu trabalho com os laptops.





OLPCorps: 30 equipes, 100 laptops por equipe e 30 escolas em países africanos



OLPCorps foi uma ambiciosa iniciativa com o objetivo de envolver estudantes universitários ligados a nossa missão de revolucionar os ambientes de aprendizagem para as crianças através de laptops.
Dentre as várias equipes que se inscreveram em 2009, 30 equipes de 3 pessoas foram selecionadas para fazer o deployment de 100 laptops em um país africano durante as ferias do verão americano (junho, julho e agosto) .
Antes de ir para o país escolhido, os estudantes estabeleceram uma parceria com uma ONG local para manter a sustentabilidade do projeto e fizeram uma formação de 10 dias em Rwanda. Essa formação envolveu o uso do laptop e suas ferramentas, desenvolvimento de propostas/projetos, aprendizagem sobre a parte técnica (manutenção e instalação de servidores), familiarização com a proposta de trabalho com projetos e também experimentação em formação de professores e trabalho com alunos em sala de aula.

As fotos dos deployments em cada país podem ser encontradas em http://www.flickr.com/photos/olpcorps/sets/

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Formação de professores de escolas privadas




Em final de abril de 2009, o core team, sob a nossa orientação, realizou uma formação de professores de 6 escolas privadas durante uma semana.
As atividades planejadas pelo core team voltaram a ter um propósito. A primeira delas foi o uso da câmera e do editor de texto para fazer um documento de identidade. Então, os professores aprenderam utilizar essas duas ferramentas e algumas de suas funcionalidades para criar a sua própria identidade.

Alternativa para Formação de professores durante o período letivo

Em 2009 duas novas escolas públicas receberam laptops.  Como isso ocorreu durante o período letivo, o core team organizou com a direção dessas escolas formações para grupos de professores, duas horas diárias dentro do horário de trabalho. Enquanto um grupo fazia a formação, outro suportava as crianças nas salas de aula.
O modelo não é o ideal já que um professor tem que atender duas salas de aula ao mesmo tempo, mas foi a alternativa possível naquele momento e garantiu que os professores tivessem um uso mais freqüente do laptop, sem acarretar custos.
Explico... em Ruanda, considerando que o salário dos professores é muiiito baixo e não 
 há plano de carreira,  há a cultura de incentivar os professores a realizarem formações através de uma ajuda financeira, ou seja, em qualquer formação os professores precisam receber dinheiro para pagar a alimentação e o transporte.
No entanto, isso limita as formações que não estavam previstas no orçamento. Considerando esse fator, nossa única alternativa foi fazer formações dentro do horário de trabalho evitando gastos com transporte e alimentação.


Alguns poréms nessa formação: 
Apesar dos professores da escola expressarem alegria com a novidade(o lpatop), a formação dessa vez foi muito inferior a primeira que o core team havia realizado. Voltou-se a aulas mais tradicionais de laptop e o “ensino” de aspectos técnicos para professores que estavam usando um computador pela primeira vez. 
Voltamos a insistir com o grupo sobre o objetivo das primeiras formações: fazer o professor sentir-se confortável com o laptop e pelo menos com uma atividade. A angústia do formador em ensinar todas as ferramentas e possibilidades da máquina acaba assustando e paralisando o professor iniciante em tecnologia.


Problemas referentes a essas duas escolas:
não havia laptops suficientes para todos os alunos e escola não recebeu uma orientação do ministério da educação sobre uma política de distribuição das máquinas. As escolas não receberam réguas para carregar os laptops na eletricidade e também ao receberam nenhuma verba extra para os gastos com energia, que aumentaram consideravelmente.
Lições:
Dessa experiência piloto acredito que os responsáveis pelo projeto em Ruanda aprenderam  que é necessário uma formação da equipe diretiva e um esclarecimento sobre suas responsabilidades, bem como um plano de implementação e sustentabilidade por parte do governo.
Para nós (OLPC time) em Ruanda, ficou claro a necessidade de uma intervenção com o core team e de uma formação continuada baseada em planejamento, ação e  reflexão.

Retomada com o Core team: novos membros (Vamos construir algo?)

A formação para os novos membros do core team foi iniciada pelos antigos membros. No entanto, entendemos que ela estava mais baseada na ferramenta em si e não em uso mais significativos da mesma (para construir alguma coisa). Então nos últimos encontros nós (eu e o Juliano) decidimos fazer uma intervenção com o grupo para oferecer outro tipo de experiência com o laptop. Pedimos para os formadores escolherem um tópico do currículo nacional de Ruanda, o qual eles tivessem alguma curiosidade ou interesse em aprender mais e desenvolvessem projetos em Etoys. 
Nossa idéia durante as formações é que os formadores sempre construam algo significativo com a ferramenta (para além do ensino da ferramenta)e usem a mesma estratégia durante suas formações dos professores.  Dessa forma, os professsores, por sua vez, terão outra referência para trabalhar com a tecnologia em sala de aula.
 Insistimos na idéia que todos tenham um portfólio dos projetos que eles mesmos construíram em Etoys, Scratch, Turtle Art, etc.